quinta-feira, 17 de agosto de 2017

FACI



O FACI é o acrônimo de “FACIAL ANTI-AGING COMPLETE IMPROVEMENT” (Completa melhoria anti-envelhecimento facial). Pois, a cirurgia plástica é apenas uma etapa com as cirurgias de Ritidoplastia e a Blefaroplastia. Pois, a Dermatologia coadjuvante é fundamental para a manutenção de uma boa pele. A Nutrologia e a Psicologia, também são importantes na manutenção da beleza e para melhor compreensão do envelhecimento sem exageros e transformações desmedidas.
Falando da cirurgia plástica, estamos realizando procedimentos menos agressivos, mais focalizados em determinadas regiões. Como na Ritidoplastia, que hoje se mostra mais natural e restrita ao terço inferior da face e pescoço. Cirurgia que evoluiu muito, com quatro pontos principais: sem a necessidade de cortar o cabelo, cicatrizes menores, ausência de drenos, e sem a necessidade de retirada de pontos. Todo o conjunto, repercute numa recuperação mais rápida, principalmente se for realizado a drenagem linfática no pós-operatório. Normalmente, ela é associada ao uso do preenchimento facial com o Ácido Hialurônico nas rugas de expressão e na remoludação do terço médio da face (MD CODES).
A outra cirurgia do FACI é a Blefaroplastia, para o tratamento do excesso de pele e de bolsas de gordura das pálpebras. Um detalhe importante da Blefaroplastia é a realização da Cantopexia Lateral, que evita a queda lateral do olho que muda a fisionomia. Todos esses procedimentos são feitos com anestesia local e sedação. Cirurgias menos agressivas que associadas aos recursos da dermatologia determinam um tratamento efetivo da pele e do envelhecimento facial.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Regeneração Celular - NAD

O Dinucleótido de nicotinamida e adenina (NAD, acrónimo, em inglês, de Nicotinamide adenine dinucleotide) ou nicotinamida adenina dinucleotídeo ou ainda difosfopiridina nucleotídeo é uma coenzima que apresenta dois estados de oxidação: NAD+ (oxidado) e NADH (reduzido). A forma NADH é obtida pela redução do NAD+ com dois elétrons e aceitação de um próton (H+).
Quimicamente, é um composto orgânico (a forma ativa da vitamina B3) encontrado nas células de todos os seres vivos e usado como "transportador de eletrons" nas reações metabólicas de oxi-redução, tendo um papel preponderante na produção de energia para a célula.
Em sua forma reduzida, NADH, faz a transferência de elétrons durante a fosforilação oxidativa.
Em artigo publicado na revista Cell, em dezembro de 2013, pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard mostraram que é possível reverter alguns dos efeitos do envelhecimento, mediante o aumento dos níveis de NAD+ (que caem naturalmente com a idade, em todas as células do corpo).
Os pesquisadores ministraram mononucleótido de nicotinamida (NMN), um precursor do NAD+, a camundongos de dois anos. Uma semana depois da aplicação do NMN (que o organismo converte naturalmente em NAD+), os músculos desses camundongos de dois anos se tornaram semelhantes aos músculos de ratinhos de seis meses, em termos de função mitocondrial, perda de massa muscular, inflamação e resistência à insulina. Isto corresponderia a transformar os músculos de uma pessoa de 60 anos em músculos de uma pessoa de 20 anos. Embora a força muscular não tenha sido recuperada, a doutora Ana P. Gomes, do Departamento de Genética da Escola Médica de Harvard, acredita que a força muscular possa ser recuperada após um tratamento mais longo.
O método não representa uma "cura" para o envelhecimento. Outros aspectos, como o encurtamento dos telômeros (que formam a estrutura das sequências genéticas) ou eventuais danos ao DNA, não podem ser revertidos. "Parece que nós podemos começar quando já somos mais velhos, mas não muito velhos a ponto de já estarmos danificados. Se começarmos aos 40 anos, provavelmente teremos um envelhecimento muito mais agradável - mas temos de fazer testes clínicos", ponderou a doutora Gomes. Segundo ela, "o envelhecimento é multifatorial, não se trata de um componente único a ser corrigido, por isso é difícil de atingir a coisa toda". O grupo de pesquisa pretende começar os testes clínicos em 2015, mas terapias em humanos ainda são uma perspectiva distante. 
Fonte Wikipedia

quarta-feira, 24 de maio de 2017

QR PORTRAIT

Qual é o seu código? Como é o seu retrato? Como você quer ser pintado?


Vivemos numa sociedade onde todos são registrados de alguma forma, com números de CPF, CI, CRM etc. Os números evoluíram para os códigos, de barra, ou os QR codes que são lidos por leitores ópticos, podendo identificar tudo em seu entorno. Você tem o seu, queria ou não.
Temos o nosso código primordial, o DNA, uma sequência de bases ondes estão todas as informações das quais somos formados, os nossos genes. Dados transferidos para os nossos descendentes, dando assim continuidade à vida.
Temos os códigos de conduta moral e ética, que nos mantêm unidos em sociedade até certo ponto. Códigos que chamamos de leis, as quais devemos respeitar e, em alguns momentos, até refazê-las.
E a arte tem o seu código? Claro! No entanto, em alguns casos, ela também se reinventa, quebrando as velhas regras e reestruturando tudo. Temos os códigos de beleza, com o seu número áureo que desde a antiga Grécia nos encanta. Temos também a arte abstrata que parece não seguir nenhuma regra, mas inconscientemente, tem um padrão fractal.
E assim, os códigos seguem nos guiando. A vida continua bela e indomada, as leis obedecidas pelo mundo, e a infinita arte admirada.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Calajadas


Seca o cuspe na calçada.
Nasce o dia já bem quente.
Vai-se embora a alvorada.
Vão-se as horas, os dias, as memórias.
Viram os séculos, os regimes ambidestros.
Mas, a seca ainda assola. É o mais vil dos maestros.

Cala a boca de cansaço.
Calo duro da velha enxada.
Calejados os joelhos de tantas preces,
as mãos ásperas e o coração partido que padece.

De chita é o vestido. De cobre o candeeiro.
De jiló ou algo parecido, canta o sanfoneiro.
Rachada é a terra, o leito daquele que já foi rio.
O cágado jaz emborcado no fundo do açude seco.
O gado já pegou o beco. Partiu numa nuvem carregada.
Alguém me explica porque tanto sofrer não dá em nada.

Isaac Furtado

sábado, 21 de janeiro de 2017

Labirinto verde I


Naquele dia, Kaasi acordou mais cedo ao som de um Bem-te-vi distante e de preocupações alheias. O estômago lhe doía e o futuro lhe apertava a garganta como uma faca de ponta fina próxima à Jugular. Mas, ele apenas desejava uma coisa, fazer a sua caminhada na trilha do parque ecológico. O dia seguiu e outros afazeres lhe distanciaram daquela ideia fixa. Mas, na hora certa como sempre fazia, ele se preparou para o seu ato, quase como um padre preparando-se para a sua liturgia. Colocou as roupas apropriadas, nada demais, calção, camisa e tênis. E às quatro e meia da tarde ele partiu.
As chuvas recentes tinham acordado todos os insetos possíveis, ressuscitados de muitas poças de lama, ou qualquer objeto capaz de abrigar água, seja ele natural, como uma folha, ou trazido pelo homem. Os mosquitos estavam sedentos, indiferentes se iriam transmitir Dengue, Zika, ou coisa que o valha. De tal forma que, para não ser picado tinha que ser rápido no caminhar e nos movimentos dos braços. No entanto, ninguém escapava de umas boas picadas no pescoço e nas canelas.
Em questão de minutos o seu tênis perdeu toda a cor vibrante e os tons laranjas, assim como qualquer outra paleta, ficaram amarronzados pela lama acumulada na trilha. Evitando as poças maiores, ele seguiu pela trilha principal. Já passando da primeira ponte encoberta pelos altos paredões de Mangue-branco e alguns Araticuns-do-brejo, adentrou no túnel formado pelas árvores mais antigas. A sombra tornava o caminhar mais aconchegante naquela parte da trilha, escondendo alguns habitantes costumazes, como a Sericóia. Ave penalta, muito simpática e assustada, vista sempre por ali caçando os seus caramujos, algumas vezes, inclusive, seguida por seus filhotes piando atrás. O cheiro do mangue era único, forte e visceral. Nauseante para narinas despreparadas do frescor da mata.
Já cruzando a segunda ponte, ele desviou-se de algumas pessoas que faziam fotografias para uma gestante, álbum de um gosto duvidoso. Chamou a sua atenção,  a enorme barriga da futura mamãe, a parafernália de roupas e os refletores de luz redondos e prateados. Logo adiante, ele cruzou com dois rapazes, talvez namorados, sentados num banco ao lado da Marizeira seca. Ali, eles se escondiam da cidade que os devorava e discriminava. Ele apertou mais o passo, observando a vegetação de médio porte ao lado das lagoas que davam sinal de vida após as últimas chuvas. Libélulas se reuniam mais a frente, algumas passavam bem perto dele, zunindo como que avisando algo. Os místicos associam as Libélulas às fadas da floresta, os céticos as vêem apenas como parte da cadeia alimentar, mas ele as admirava pela anatomia, na forma de um pequeno dragão voador com asas transparentes. Asas inspiradoras do estilo Art nouveau.
O tempo e a sorte formaram aquele lugar. Renascido não do fogo como a Fênix, mas do sal. Pois ali, há algumas décadas atrás, nada havia, a não ser as Salinas Diogo. E das dunas de sal sobraram apenas o seu formato retangular, de onde brotaram lagoas, e na parte mais alta onde a maré não chegava, duas quadras de futebol foram aos poucos tomando forma e função. Ele cruzou por alguns tijolos, ditos como as ruínas da antiga salina. Observou um grande parafuso encravado nos tijolos, sobrevivente da maresia que o corroía lentamente. Qual seria a função daquele parafuso? Quem o colocara ali? Pensamentos existenciais lhe inundaram a mente e ele dobrou a direita, pegando a trilha em direção ao rio.
Os Soíns faziam-se ouvir com os seus silvos característicos. Eles eram os mamíferos reinantes da trilha, ali eles sobreviviam, faziam suas algazarras e se reproduziam, quase como seres mutantes, resilientes à poluição e ao descaso. Já próximo do rio, a respiração da cidade era quase esquecida, o vento fazia ranger os galhos mais altos do mangue, tornando a natureza plena. Sob os seus pés, Aratus se escondiam apressados em suas tocas, deixando apenas pequenos pontos vermelhos de suas patas amostra. No âmago da mata a Sabiá melosa fazia a sua sinfonia. Lentamente, pausadamente, ela cantava, quase como uma sereia a encantar pescadores, os prendendo eternamente em alto mar. Mas ele seguiu em frente, esbarrando no rio Cocó. Placas educativas davam muitas informações, distância da foz do rio, hectares etc. Coisas desnecessárias, pois ali, bastava apenas admirar em volta, respirar fundo e perceber que tudo aquilo era muito importante para o planeta. Parado por alguns segundos, um mosquito lhe picou no braço, mas ele ficou vendo os Pemas aflorando esporadicamente do rio, os Martins pescadores surgindo do nada e as Garças brancas começando sua jornada para a longa noite. Vendo a correnteza passando lentamente, levando galhos secos, Aguapés e restos da cidade, ele lembrou de Heráclito, do rio que nunca mais seria o mesmo e dele próprio que também já mudara... CONTINUA

Isaac Furtado

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O olho azul e as rosas brancas


A rosa branca do Natal passado já pende,
olha para o chão como que sabendo do seu destino, a terra.
Os olhos azuis do Tim ávidos por carinho e capim,
um dia também para o chão se voltarão.
A Terra acolhe, recolhe, e revolve a vida da semente.
Até a energia pura ela absorve, aterra sem nada pedir em troca.
Sobre a Terra, tudo tem o mesmo destino.
Como o animal atropelado, hoje apenas uma mancha no asfalto.
Como o leite no seio materno que o menino secou.
Ou a chuva que trouxe o cheiro do mato, mas logo passou.
Tudo acaba, acabará.
Marque as suas palavras em pedra, meu amigo,
ou nas nuvens da internet.
Marque a sua passagem, eu te digo,
para que lembrem bem de ti. E de bem!
Marque, sem mesmo nada escrever.
Pois, se o amor fizeres,
nada, nem a terra há de comer.

Isaac Furtado

domingo, 4 de dezembro de 2016

Poeta imortal

POETA IMORTAL




O poema era sujo, mas belo e vivo,
ontem e hoje altivo. Um poema nunca morre,
apenas nasce. Pois os seus versos são filhos eternos.
Morrem os secos de espírito, os que nascem velhos.

O poema era sujo porque falava de sexo, de cheiros,
e de nomes esquecidos. Mas, um poema sempre vive
na noite marginal, ou na lembrança da terra natal.
Morrem os becos devorados pela cidade.

O poema era sujo, mas pura verdade.
Verdade, assim como amanhã haverá uma emoção,
uma ressaca, um novo amor, e uma desilusão.
Morrem os loucos, os ideais... a loucura jamais.

Isaac Furtado